Captura Corporativa em debate em Porto Alegre

As empresas transnacionais estão aproveitando da crise global para controlar o debate sobre as soluções à crise, apoderar-se de mais terras e recursos naturais e continuar violando os direitos dos povos. Isso ficou evidente no desfecho das negociações sobre mudanças climáticas na COP17 em Durban, onde as discussões se concentraram na expansão dos mercados de carbono e deixaram de lado as decisões sobre redução de emissões. Mais preocupante ainda refere-se às discusões entorno da Conferência Rio+20 e da ‘Economía Verde’. Porém, este conceito, apresentado como a panacéia para resolver os problemas do planeta, não é mais que o capitalismo corporativo com novo verniz que busca resforçar o sistema neoliberal em crise, em detrimento dos direitos dos povos e da natureza.

Enfrentar o poder crescente das empresas transnacionais demanda uma resposta global por parte dos movimentos e da sociedade civil. Esta atividade criará um espaço onde movimentos, organizações e ativistas possam convergir para definir estratégias comúns para desmantelar o poder das corporações e avançar na construção dum novo paradigma baseado na justiça social e econômica.

 

Mesa Redonda + Debate:

1. Captura Corporativa da ONU (Rio+20, negociaçoes sobre clima) – Lucia Ortiz, Amigos da Terra Internacional

2. A Campanha contra a Vale – Pe. Dario, Movimento Internacional dos Atingidos pela Vale

3. Idéias para uma campanha global contra ETNs – Lyda Fernanda/Karen Lang, TNI

4. Comentários: Alessandra Cerragatti, MMM; Alexandra Flores, Fundación Solon; LVC (a confirmar)

Moderador(a): Sandra Quintela, PACS/Jubileo Sur Américas

Data: 27 de janeiro de 2012, das 9h até 11h30min

Local: Casa de Cultura Mário Quintana, Rua dos Andradas, 736 – Centro

Co-organizadores: Transnational Institute (TNI), Amigos da Terra Internacional (ATI), Red Birregional Europa-América Latina Enlazando Alternativas, Jubileo Sur Américas, Movimento Internacional dos Atingidos pela Vale


Atividades – Forum Social Temático

RUMO A RIO+20: POR UMA OUTRA ECONOMIA
 
Seminário
 
Porto Alegre, 23 e 24 de janeiro de 2012
 
Convidamos as organizações e movimentos sociais críticos da economia verde proposta pelas corporações e pela agenda oficial da Rio+20 a participarem do seminário Rumo a Rio+20: Por uma Outra Economia, que será realizado nos dias 23 e 24 de janeiro de 2012, em Porto Alegre.
 
O seminário pretende se somar aos esforços de construção de um diagnóstico crítico da economia verde e do contexto em que a Rio+20 se realizará, visando fortalecer um campo de organizações e movimentos sociais que possam, através de seus acúmulos, reflexões e práticas contra-hegemônicas, contribuir para a construção da resistência às teses dominantes e para o fortalecimento das alternativas que emergem das práticas baseadas no olhar feminista, agroecológico, da economia solidária e de outras práticas baseadas na não-mercantilização e nos bens comuns.
 
Programa:
 
23 de janeiro -
 
Manhã – Trajetória de lutas desde a Eco 92, crise global e a necessária desconstrução da economia verde no caminho para a Rio+20.
 
Tarde – Premissas de Outra Economia – não-mercantilização, estratégias coletivas e não-individuais, direitos e justiça ambiental, bens comuns.
 
24 de janeiro -
 
Manhã – Reflexões a partir das experiências e práticas das organizações e movimentos sociais.
 
 
 
Tarde – Estratégias de ação: o que fazer rumo a Rio+20 e depois.
 
 
 
Local:
 
IAB-RS – Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul
CENTRO CULTURAL IAB-RS | SOLAR CONDE DE PORTO ALEGRE
Rua General Canabarro, 363 esq. com Rua Riachuelo
 
Centro – Porto Alegre, RS
 
 
 
Organizadores:
ANA – Articulação Nacional de Agroecologia
 
ASPTA – Agricultura Familiar e Agroecologia
 
FASE – Solidariedade e Educação
 
Amigos da Terra Brasil
 
SOF – Sempreviva Organização Feminista
 
 
Apoio – Fundação Heinrich Boell

Indignados em Porto Alegre


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Vale pode ser eleita pior empresa do mundo

 

A Companhia Vale, concorre ao prêmio de pior empresa do mundo no Public Eye Award, um prêmio internacional que, entre cinco candidatas, elegerá a pior empresa do mundo. A empresa foi indicada ao prêmio pelas organizações Justiça nos Trilhos, International Rivers e Amazon Watch. Na foto da campanha, divulgada também no site do prêmio, lê-se em inglês: “Nós transformamos as florestas tropicais em minas e represas.” E no resumo sobre a atuação da empresa lê-se em destaque: “A história da corporação de 70 anos é manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do património público e da exploração cruel da natureza”. A organização Justiça nos Trilhos integra o Observatório do Pré-sal e uma rede internacional que envolve os atingidos pela Vale. Em solidariedade aos ataques que a Vale vem fazendo ao longo de sua história às populações e à natureza, o Observatório do Pré-sal convoca a todos a participarem dessa votação. Para votar, basta clicar aqui e em “vote now” na parte superior, à esquerda.


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