CANCUN MESS – DIÁRIOS DA COP16 – 07/12/2010

Cancun, México


Hoje, na Marcha campesina, indígena e social em Cancun, convocada pela Via Campesina e apoiada por Amigos da Terra Internacional, como parte do chamado a ações a nível global por milhares de Cancuns, mais de 2 mil representantes dos povos do mundo fizeram ouvir suas vozes num protesto pacífico dirigido à 16ª Conferencia das Partes sobre Mudanças Climáticas.

A marcha se dirigiu aos espaços de Cancun Messe e Moon Palace, onde ocorre a conferencia oficial, mas foi barrada quilômetros antes por uma barreira policial e militar. Neste ponto, deu-se a Assembléia dos Povos, com a participação de delegados oficiais que saíram a encontrar os manifestantes. Outros tantos delegados e observadores foram retirados da conferencia após convocarem todos numa roda de imprensa no Moon Palace à mobilização do lado de fora.

O Embaixador da Bolívia, Pablo Sólon e o delegado do governo do Paraguai, Miguel Lovera falaram sobre a importância da mobilização e do apoio das lutas de resistência nos territórios que se refletem também na batalha que travam os países da ALBA e aliados nas negociações (1).

Pablo Sólon contou que a visão dentro das negociações é de que se pode dispor da natureza como uma mercadoria e tratar as florestas somente como estoques de carbono que se podem vender. Sobre os mercados de carbono disse que “são uma forma de transferir a responsabilidade histórica dos países industrializados ao Sul”. Ao mesmo tempo, obteriam beneficio em não cumprir suas obrigações. Disse também que hoje as demandas dos povos estão na mesa de negociações como parte de um processo pelo reconhecimento dos Direitos da Natureza e de mudanças no sistema causador do aquecimento global.

Ricardo Navarro, de Amigos da Terra Internacional reafirmou ser inaceitável que o espírito de Copenhague prevaleça em Cancun, impondo condicionalidades e pressões aos países do Sul global para que os países industrializados cumpram com um compromisso já acordado. Referia-se ao estabelecimento, ainda em negociação, de um segundo período do Protocolo de Kyoto, como via legal de levar a reduções efetivas de suas emissões com base na ciência e sem mecanismos de mercado ou compensações. “Não queremos um CancunHague”, disse.

Amanha, 6 de dezembro, no Dia de Ação Global da campanha “Banco Mundial fora do Clima” os manifestantes se reunem em marcha pela manhã a partir do Palácio Municipal em Cancun. Amigos da Terra Brasil estará presente na manifestação, como membro da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais e dos Amigos da Terra América Latina e Caribe (ATALC), um dos convocantes da Cumbre Sul-Sul sobre finaciamento climático que reuniu essa semana em Cancun ativistas de várias de rede como Jubileu Sul e Aliança Pan Africana por Justiça Climática (PACJA).

 

 

 

(1) NOTA:
Os paises da ALBA e o Paraguai estão entre os poucos que não se renderam às pressões dos estados Unidos, apoiados pelas potencias emergentes inclusive o Brasil, em aderir ao mal chamado “Acordo de Copenhague. Este foi um documento apresentado na ultima noite das negociações da COP 15 em Copenhague que ofereces acesso aos recursos aos paises do Sul e do Norte que apresentes promessas voluntárias individuais de redução de emissões conforme o que julguem suas possibilidades.

LUCIA ORTIZ – TEL NO MEXICO: 9982058925

Amigos da Terra / Brasil
Rua Carlos Trein Filho, 07
Porto Alegre – Rs – Brasil
CEP 90450-120
Tel / Fax: + 55 51 3332 8884

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