Amigos da Terra América Latina e Caribe em rejeição aos planos de desestabilização ao Governo e à Revolução Bolivariana na Venezuela

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A América Latina sofre uma nova tentativa de desestabilização de processos populares e democráticos através do uso de métodos espúrios, dos quais tanto as potências hegemônicas quanto o Departamento de Estado norteamericano não estão isentos.

A menos de um ano da eleição do presidente da República Bolivariana da Venezuela, em comícios que contaram com centenas de observadores internacionais confirmando a transparência do processo, Nicolás Maduro, seu governo e as organizações sociais e populares venezuelanas enfrentam uma série de sabotagens e manipulações midiáticas que buscam derrubá-lo, em uma clara violação das regras democráticas e éticas.

Essas violações, que tiveram seu ponto mais grave em 12 de fevereiro deste ano, a partir do chamamento feito pelo ex-prefeito [alcade] Leopoldo López Mendoza de “tomar as ruas até derrubar o governo”, desencadearam atos de vandalismo contra infraestruturas públicas de Caracas. Isso remete a um histórico de sabotagens que repercutem no abastecimento de alimentos básicos e têm provocado uma grande especulação que está afetando a população venezuelana.

A informação pública existente permite ligar, sem dúvida, Lopez Mendoza a agências de inteligência norteamericanas, o que é corroborado pela solicitação feita pelo Departamento de Estado às autoridades bolivarianas para anularem os processos judiciais contra Mendoza, com a ameaça velada das possíveis “consequências” internacionais que isso traria.

Os depoimentos que temos recebido com informações de dentro e de fora da Venezuela indicam a existência de estruturas paramilitares ativas nas supostas mobilizações de forças venezuelanas “opositoras”, as quais, no entanto, têm recusado as reiteradas convocatórias do Governo ao diálogo para pacificar o país.

Essas práticas de caráter paramilitar têm o respaldo de organizações da ultradireita da Colômbia, sendo sabido, também, o apoio de grupos conservadores de outros países, como é o caso da interferência de grupos salvadorenhos e costarriquenhos, situação amplamente difundida e que vem possibilitando as condições para uma eventual quebra da democracia na pátria de Simón Bolívar  .

Setores antidemocráticos e de caráter fascista, que existem em cada um de nossos países, vêm com bons olhos essa situação política que pode acarretar um desfecho antidemocrático para Nicolás Maduro e para os setores revolucionários, livre e reiteradamente legitimados na Venezuela.

Essa tática de “golpe brando” também utiliza grupos civis e juvenis que, alegando uma pretensa falta de liberdade política na Venezuela, solicitam apoio das figuras políticas dos nossos países, as quais, somadas, possibilitariam as condições para formação de uma opinião pública que justificaria aquilo que não se poderia chamar de outra coisa senão golpe de estado.

A vontade majoritária expressada pela população venezuelana deve ser respeitada, apesar do boicote midiático e empresarial incessante que tende a desgastar o processo revolucionário. As forças opositoras venezuelanas mostram um total desprezo pelas posições populares e também pela vida dos que se somam aos atos violentos, inseridos em esquemas de depreciação e criação de uma opinião pública internacional que, da mesma forma que em outros processos no mundo, justifique uma intervenção estrangeira direta nos assuntos internos da Venezuela.

A partir dos nossos compromissos com as transformações sociais populares, com a justiça social e ambiental e com a defesa dos Direitos Humanos, como federação ambientalista latino-americana e caribenha, denunciamos as pretensões desestabilizadoras, a violência fomentada e financiada pelos poderes estabelecidos venezuelanos e pelo governo dos Estados Unidos, e solidarizamo-nos com o povo venezuelano, com o governo dessa República Bolivariana e com as organizações populares que hoje se encontram nas ruas defendendo suas conquistas, sua soberania e livre autodeterminação.

Somamos, assim, nossas vozes às centenas de organizações e redes sociais do continente, assim como à grande maioria dos governos e instituições regionais que vêm esta nova tentativa golpista como um risco para região em seu conjunto, sendo a Venezuela um motor fundamental na necessária e atr          asada integração dos povos do continente.

Em solidariedade com a Revolução Bolivariana.

Não mais golpes de estado na América Latina.

Amigos da Terra América Latina e Caribe.

                Fevereiro de 2014

                Mais informações: http://www.foei.org

                Contatos de Imprensa:

 

                Isaac Rojas: isaac@coecoceiba.org; (506)8338-3204 Costa Rica ou (598)99621591 Uruguay

                Karin Nansen: urusust@gmail.com; (598) 98707161 Uruguay.

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