Declaração de solidariedade com as vítimas de Rana Plaza e com as mulheres trabalhadoras em marcha neste Dia Mundial de Ação Feminista

Foe Feminist

RANA PLAZA está em toda parte, como estão nossos movimentos que lutam por justiça!

Dois anos se passaram desde que o complexo de Rana Plaza, que produzia roupas para marcas internacionais, colapsou em Dhaka, Bangladesh, matando mais de mil mulheres trabalhadoras e deixando centenas delas gravemente feridas e incapazes de trabalhar. Nestes dois anos, a Marcha Mundial das Mulheres, que uniu feministas em todo o mundo e teceu alianças com outros movimentos que marcham por sociedades livres de todas as formas de exploração, construiu sua quarta Ação Internacional para 2015.

Hoje, 24 de abril, em uma grande ação feminista global e descentralizada de 24 horas, as mulheres em todo o mundo vão expressar a sua solidariedade às vítimas do desastre em Rana Plaza e denunciar a violência econômica contra as mulheres, expondo como as condições desumanas de trabalho na cadeia de grandes empresas multinacionais afeta as mulheres em todos os lugares e se constrói sobre a exploração de seus corpos, territórios, trabalho produtivo e reprodutivo.

Em um contexto de aumento das violações de direitos contra os e as defensoras ambientais, as mulheres estão em maior risco de violência, preconceito, exclusão e repúdio, incluindo assédio e violência sexual. Sejam elas lideresas camponesas envolvidas em confrontos e disputas por terras, mulheres indígenas que protegem seus territórios de projetos destrutivos tais como barragens hidrelétricas, plantações de monoculturas ou extração de petróleo, gás e minerais, ou trabalhadoras urbanas que denunciam os salários mais baixos e lutam por trabalho digno, por espaços públicos, por ar limpo e comida saudável – as defensoras ambientais detém o direito à autodeterminação e a defender seus direitos. E estas são as mulheres que, em movimento, mudam o mundo, opondo-se ao sistema político-econômico impulsionado pelas corporações que as sujeitam a vários tipos de abuso, muitas vezes cometidos por ou em nome de empresas multinacionais.

Grupos de Amig@s da Terra em muitos países, de Honduras ao Nepal, manifestaram solidariedade ou uniram-se em atividades conjuntas com as mulheres que sofrem no trabalho ou são vítimas da consolidação do patriarcado com o aumento da militarização dos territórios e a expropriação de terras.

A violência econômica contra as mulheres deve parar. Como Amigas da Terra lutamos juntas com a Marcha Mundial das Mulheres para desmantelar o poder corporativo e para que as empresas transnacionais sejam levadas à justiça por suas violações de direitos humanos e crimes ambientais.

Hoje estamos juntas em todos os lugares onde haja uma ação feminista perto de nós, para mostrar que Rana Plaza está em toda parte. E marcharemos juntas até que nossos corpos, alimentos, comunicações, territórios e nossas vidas estejam livres de violência e da ganância das corporações!

Jagoda Munic

Presidenta de Amig@s da Terra Internacional

Foto: FOE Internacional

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