A Recorrente Violência da Polícia Militar

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A Polícia brasileira é uma das mais assassinas do mundo, isto é fato.

Não é nenhuma novidade o modus operandi da Brigada Militar gaúcha quando se trata de operações em localidades mais humildes da cidade de Porto Alegre. A agressividade é marca registrada da corporação, que não perdoa nem as crianças em seus ataques de fúria desmedidos e preconceituosos.

A covardia por parte do poder público, representado ontem (24/02) por seus policiais, na Vila São Pedro, comunidade Cachorro Sentado, repreendendo o ato pela redução da tarifa do transporte público foi apenas mais um capítulo na longa história truculenta e sanguinária estrelada pela Polícia Militar na vida daquelxs que habitam zonas periféricas da nossa cidade.

O ato pacífico foi coibido brutalmente pela Polícia, resultando em muitos feridos e companheirxs presxs em demonstrações nítidas de abuso de autoridade. Fica clara a criminalização dos movimentos sociais e isto é inadmissível. Estes constantes ataques arbitrários não irão nos intimidar, não precisamos da permissão de ninguém para ser livres.

Só a luta muda a vida!

Seguimos MoBiLiZaNdo, ReSisTiNdO e TrAnsFoRmAnDo


AMIGOS DA TERRA BRASIL EM LUTO

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O nosso jardim perdeu uma bela flor. Não há palavras ou frases que não soem banais, quem sabe até ofensivas nessa ingrata tentativa de registrar a incredulidade com que todo mundo e cada qual recebeu a infame notícia de que nosso jardim perdeu uma de suas mais belas flores.

Palavras não são transparentes, não podem ser escritas com lágrimas e não carregam o peso da dor de quem redige perplexamente esse texto; palavras aqui só podem ser simples caracteres que não têm nada a dizer, a não ser apontar para o vazio deixado em nosso jardim.

Carolina Herrmann Coelho de Souza, a nossa querida Carol, foi retirada de nós, aos 34 anos, em mais uma demonstração do ódio e da violência, que banalizada segue a perpetuar-se em cada minúsculo espaço do nosso insano cotidiano; uma verdadeira guerra, silenciosa e brutal, travada no dia-a-dia de uma sociedade, lamentavelmente, cada vez mais adoecida e cada vez com menos flores lindas e coloridas como a nossa Carol.

Nós, dos Amigos da Terra Brasil, não nos sentimos suficientemente capazes de expressar a infinita gratidão, carinho, orgulho e respeito que mantemos por essa bela flor que tanto regou nosso jardim com seus sorrisos, amor e dedicação. Não nos sentimos suficientemente capazes, pois, assim como todas as pessoas que conheceram a nossa flor, não aceitaremos tão cedo referirmo-nos no passado a ela que só tinha futuro, um lindo e colorido futuro, como todas as mais belas flores dos mais belos jardins.

Ao nosso amigo – e companheiro de nossa flor – Danilo de Siqueira, que está hospitalizado em função do “acidente”, bem como às respectivas famílias, só podemos lamentar que nesse primeiro momento essas palavras não os possam abraçar diretamente no coração, na esperança vã – ainda que infinitamente honesta – de levar algum singelo conforto e alento.

Enlutados e sem condições de continuar a reverberar nossa incomensurável dor coletiva, apenas podemos encerrar com a densa tristeza de um jardim que perdeu a sua bela flor.


POR UM TRANSPORTE 100% PÚBLICO DE QUALIDADE

O ano de 2015 mal começou e a máfia dos transportes já mostrou sua cara. O pedido inicial de aumento da tarifa do transporte público da Capital pela ATP foi de 18,3%, elevando o valor de R$2,95 para R$ 3,49 – uma proposta indecente, superfaturada e absurda. Mais um aumento dói no bolso do povo e não vamos aceitar caladxs mais esta violência por parte da gestão do Prefeito Fortunati e do setor privado que tanto lhe agrada. Se o transporte é público, por que não temos uma licitação? Ao invés disso, o que temos são empresas privadas sugando até o último centavo do cidadão e da cidadã em mais um aumento criminoso. Já bastam as paradas e suas filas quilométricas devido aos horários escassos, a superlotação e a má conservação dos ônibus, que oferecem aos usuários viagens insalubres em carros sucateados, onde a população espremida se vê em constante situação de risco. O dia-dia é sofrido para quem depende do nosso serviço de transporte para se locomover pela cidade. É por isso que estivemos presentes no primeiro ato do Bloco de Luta do ano e seguiremos na rua pelo transporte 100% público, de qualidade e sem a sombra nefasta da ganância dos empresários e seus comparsas em busca do lucro acima de tudo. bloco


MaNifeStO dE aPoiO aoS MiLiTaNteS iNdiCiAdxS

Nós, do Amigos da Terra Brasil, repudiamos todo o tipo de ação autoritária que tenha como objetivo a quebra da liberdade de manifestação de qualquer indivíduo que se apresente na luta pelos seus direitos, seja ela por igualdade, moradia, educação, transporte, terra, alimentação, etc. Não podemos aceitar que o Poder Público siga perseguindo e coibindo manifestantes sem motivos aparentes e de maneira arbitrária ao decorrer dos processos de mobilização social que vem tomando as ruas do nosso país, estado e município. Os inquéritos iniciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, criminalizando atos públicos que se desenrolaram com o processo das Jornadas de Junho de 2013 e seus envolvidos diretos, assim como a violência da Polícia Militar em suas operações nas ocasiões, fere totalmente nossa autonomia perante o direito de livre contestação, adquirido ao preço de inúmeras vidas após o final dos anos de chumbo do regime militar instituído em nosso país.

Recentemente, o inquérito que trata do tumulto ocorrido no Estádio Tesourinha em março de 2014 na audiência sobre o transporte público de Porto Alegre, teve a inclusão de uma nova ativista no processo, deixando clara a perseguição do Ministério Público com os movimentos sociais. A militante é Claudia Favaro, arquiteta e urbanista, integrante do conselho diretor do IAB-RS, da Resistência Urbana, do MTST em Porto Alegre e do Conselho Consultivo do Amigos da Terra Brasil.

Manifestamos nossa total solidariedade com xs acusadxs deste inquérito – Claudia, Brisa, Gil, Fabrício, Sheila e com todxs demais lutadorxs que se veem repreendidos pelos órgãos públicos ao terem a coragem de lutar pelas questões sociais de importância vital ao povo.

Não à criminalização dos movimentos sociais!

Porto Alegre, 28 de janeiro de 2015


Negociações sobre mudanças climáticas em Lima

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LIMA, PERÚ, 13 de dezembro de 2014 – As negociações da  ONU sobre o clima chegaram ao fim com um texto impulsado por interesses de empresas e de países ricos e desenvolvidos que fazem muito pouco pelo planeta. Isto mostra a grande diferença da ONU para a inspiração demostrada pelos movimentos sociais, as organizações e as comunidades que se encontram na primeira linha da crise climática.

Segue abaixo texto dos Amigos Da Terra Internacional sobre o evento:

“Mientras éramos testigos de lo que sucedía esta semana aquí en Lima, nos preocupaba enormemente que las negociaciones no tuvieran un resultado justo y ambicioso”, afirmó Jagoda Munic, Presidenta de Amigos de la Tierra Internacional. “Nuestras preocupaciones demostraron estar en lo correcto. El texto carece profundamente de ambición, liderazgo, justicia y solidaridad con los pueblos más golpeados por la crisis climática”.

Los países ricos y desarrollados llegaron a Lima decididos a garantizar que el resultado refleje sus intereses económicos a corto plazo, como si no fuera necesario abordar la crisis climática. El resultado carece de valentía, justicia y solidaridad con los miles de millones de personas afectadas por el cambio climático.

Al mismo tiempo que Filipinas enfrenta más casos de condiciones meteorológicas extremas y las comunidades de todo el mundo pagan con sus vidas y medios de sustento por las emisiones excesivas de carbono de otros, el resultado de Lima le falla a la gente y al planeta en un momento en el que se necesitan soluciones reales con más urgencia que nunca.

El resultado no hace ninguna referencia a la reducción drástica de emisiones que se necesita antes de 2020, sin la cual corremos el riesgo de enfrentar un aumento incluso mayor de la temperatura y el colapso del clima. El resultado socava el principio de responsabilidad histórica. Faltan claramente referencias a la obligación urgente de los países desarrollados de proporcionar financiamiento climático. El texto da lugar a una configuración que nos pone en la dirección de un acuerdo destinado a fracasar en París. Esto es completamente inaceptable. Los gobiernos de los países desarrollados deben encontrar urgentemente la valentía y voluntad política necesarias para lidiar con la magnitud de esta emergencia planetaria.

Lejos de las salas de negociación, la gente continúa movilizándose y construyendo un movimiento que persiste para implementar soluciones reales a la crisis climática. La Cumbre de los Pueblos frente al Cambio Climático [3] – que se desarrolló en paralelo a las negociaciones de la ONU – reunió a distintos movimientos y organizaciones sociales de Perú, América Latina y todas partes del mundo. Allí pudieron intercambiar experiencias y continuar aprovechando el impulso para hacer realidad la transformación que se necesita para abordar las causas subyacentes de la crisis climática y crear un mundo mejor, más limpio y más justo.

“La convicción, solidaridad y ambición expresada en la Cumbre de los Pueblos hace que el hecho de que los gobiernos desarrollados fracasen en satisfacer las necesidades de los pueblos parezca incluso más escandaloso”, afirmó José Elosegui de Amigos de la Tierra Uruguay. “Por un lado vemos complacencia y que los países ricos actúan a favor de los intereses de las empresas y por el otro vemos decisión y la propuesta de soluciones prácticas y reales provenientes de la gente que no ha sido responsable de generar esta crisis, pero que ya está sufriendo sus impactos”.

15.000 personas participaron en una protesta masiva (la Marcha en Defensa de la Madre Tierra) [4] el 10 de diciembre, el Día Internacional de los Derechos Humanos. El respeto de los derechos humanos fue una parte clave de los reclamos expresados en las calles de Lima. Los manifestantes exigieron justicia y soluciones reales a la crisis climática, como por ejemplo reducciones profundas e inmediatas de las emisiones de carbono, que se ponga fin a los combustibles fósiles y la deforestación, la construcción de soluciones energéticas renovables y de propiedad de las comunidades y la protección de nuestros sistemas agroecológicos de soberanía alimentaria.

“El movimiento que trabaja a favor de las soluciones reales crece y se fortalece día a día. La implementación de alternativas verdaderas a la energía sucia y los sistemas agroalimentarios industriales, y los reclamos del movimiento por la justicia climática deben colocarse en el centro de las negociaciones sobre el clima”, agregó José Elosegui.

Amigos de la Tierra Internacional está contribuyendo a la movilización de los pueblos, redes y grupos de todo el mundo, enfocándose en las soluciones reales y el liderazgo de los pueblos en el camino hacia París y más allá.

FONTE: AMIGOS DE LA TIERRA INTERNACIONAL 


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